Bancários fazem paralisação nacional nesta quinta-feira
Bancários paralisam atividades nesta quinta-feira em todo o país por reajuste salarial, valorização dos benefícios, PLR e piso para trabalhadores de TI
- Publicado: 20/08/2026 08:46
- Alterado: 20/08/2026 14:06
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Agência Brasil
Bancários de todo o país realizam uma paralisação nesta quinta-feira (20), em uma mobilização que, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), deve atingir instituições públicas e privadas.
A categoria reivindica aumento real de salário, valorização dos pisos, dos vales-refeição e alimentação, participação nos lucros e resultados (PLR), além da criação de um piso específico para trabalhadores de tecnologia da informação (TI).
Bancários pressionam por avanço nas negociações

“Não sairemos desta campanha sem a justa valorização dos bancários, que construíram o lucro de R$ 171 bilhões dos bancos em 2025”, disse a coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro.
Segundo ela, uma grande paralisação nesta quinta-feira (20) é fundamental para pressionar os banqueiros a apresentarem uma proposta considerada adequada na próxima rodada de negociação.
De acordo com a Contraf, os bancos ainda não apresentaram nenhuma proposta de índice de reajuste. Uma nova reunião entre as partes está marcada para a próxima segunda-feira (24).
Reivindicações envolvem salários, benefícios e PLR
Os trabalhadores também destacam que o patrimônio líquido do setor bancário alcançou R$ 1,2 trilhão em 2025. Conforme a Contraf, o lucro anual por empregado nas instituições financeiras chega a R$ 438 mil.
A entidade também compara a distribuição da participação nos lucros e resultados ao longo dos anos. Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a 14%. Em 2025, a média distribuída foi de 5,9%.
A mobilização ocorre em meio às negociações para definir as condições econômicas da categoria, enquanto os trabalhadores cobram avanços em salários, benefícios e participação nos resultados.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria.