Augusto Cury escala Luiz Carlos Hauly para plano econômico
Augusto Cury define o deputado Luiz Carlos Hauly para liderar sua pauta econômica nas Eleições 2026. Veja propostas e bastidores da escolha
- Publicado: 19/09/2026 11:28
- Alterado: 19/09/2026 11:28
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Vero Notícias
A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, a campanha do candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) definiu o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) como o representante responsável por coordenar e detalhar as pautas econômicas do seu plano de governo. A escolha ocorre em um momento estratégico, no qual a candidatura busca dar solidez e previsibilidade ao mercado financeiro.
Por semanas, a equipe de Augusto Cury sondou nomes no Congresso e no setor privado. A definição do porta-voz econômico ganhou tração à medida que o presidenciável se estabeleceu na terceira posição das intenções de voto.
Trajetória de Hauly e o foco na reforma tributária
Luiz Carlos Hauly é economista e já ocupou o cargo de secretário da Fazenda do Estado do Paraná em duas ocasiões. Reconhecido por sua atuação parlamentar na área fiscal, Hauly foi um dos signatários do manifesto em defesa da implementação da reforma tributária.
Apesar de apoiar a modernização do sistema de impostos, a plataforma política de Cury prevê ajustes nas regras aprovadas. O objetivo sinalizado pelo plano de Augusto Cury é evitar “distorções ou prejuízos relevantes” sobre setores específicos da economia nacional, embora os segmentos atingidos ainda não tenham sido detalhados expressamente.
Bastidores e consolidação da ‘terceira via’
De acordo com o candidato a vice-presidente na chapa, o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante-MG), a demora na definição do nome para a pauta econômica ocorreu por fatores operacionais e pelo cenário inicial das pesquisas. Nos primeiros levantamentos eleitorais, o presidenciável registrava 2% das intenções.
“Ele está se consolidando como a terceira via. Os nomes que estavam comprometidos com seus espaços [empresas] ficam observando o andar da campanha para ver se vão se licenciar ou não, para tomar à frente da pauta”, explicou Delgado.
O vice da chapa destacou ainda que, para liderar formalmente um núcleo de campanha, consultores do setor privado precisam se licenciar de suas atividades profissionais. Em outras candidaturas, nomes como Daniella Marques (com Flávio Bolsonaro), Robert Brant (com Ronaldo Caiado) e Carlos da Costa (com Romeu Zema) afastaram-se de suas funções empresariais para assumir a coordenação econômica. Delgado ressaltou que, mesmo antes da nomeação de Hauly, ex-integrantes do Ministério da Fazenda e analistas do mercado já prestavam consultoria informal a Augusto Cury.
Desempenho nas pesquisas e metas do plano de governo
Levantamento do instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira (17) indica Augusto Cury isolado em terceiro lugar na corrida presencial, com 6% das intenções de voto. O candidato figura à frente de concorrentes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Em pesquisa anterior do instituto Quaest, no início de setembro, o nome do Avante chegou a marcar 10%.
Além da reformulação tributária, o plano fiscal de Augusto Cury propõe um novo modelo de contenção de gastos públicos para desacelerar o endividamento nacional. Na área social e trabalhista, o presidenciável sugere a criação de uma pasta dedicada à requalificação profissional de trabalhadores afetados pelo avanço da inteligência artificial e da automação.