Arma de Jair Bolsonaro é apreendida durante blitz no DF

Durante uma blitz no DF, policiais apreenderam arma de Jair Bolsonaro que estava em posse de Estácio Leite da Silva Filho

Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal na segunda-feira (15), durante uma blitz realizada em Taguatinga. O armamento estava em posse de um militar identificado como Estácio Leite da Silva Filho.

Segundo informações divulgadas inicialmente e confirmadas posteriormente, o militar afirmou aos policiais que integrava o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O órgão, entretanto, negou qualquer vínculo do homem com sua estrutura.

A defesa de Jair Bolsonaro foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o momento

Moraes cobra explicações sobre posse e manutenção da arma

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente apresente esclarecimentos, em até 24 horas, sobre a manutenção da arma em sua residência, a existência de um carregador sobressalente e um pedido de reparo relacionado ao equipamento.

Na decisão, Moraes destacou que a propriedade do armamento foi confirmada por meio de consulta aos registros do Exército Brasileiro, apontando que a pistola pertence a Jair Bolsonaro.

Militar alegou que transportava arma para conserto

Após a abordagem, o militar foi conduzido a uma delegacia. Em depoimento, declarou que levava a arma para manutenção devido a uma falha mecânica e que pretendia devolvê-la ao proprietário nesta terça-feira (16).

O policial responsável pela ocorrência informou que a abordagem ocorreu durante uma tentativa de realização do teste do bafômetro. Ao se aproximar do veículo, o agente percebeu uma pistola no assoalho do carro. Segundo o relato, o motorista fechou rapidamente o vidro ao notar a observação da arma.

“Diante da situação, abri a porta do veículo e recolhi o armamento. Solicitei que o condutor estacionasse no acostamento. Nesse momento, ele informou ser integrante do GSI e afirmou trabalhar com o ex-presidente Jair Bolsonaro”, registrou o policial.

Inicialmente, Estácio declarou que a arma era de sua propriedade. No entanto, a informação não correspondia aos dados obtidos pelos agentes durante a verificação documental.

Posteriormente, o militar afirmou que o armamento pertencia ao ex-chefe do Executivo. Durante a revista, os policiais também localizaram um carregador sobressalente. Como não havia documentação da arma disponível no momento da abordagem, o caso foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para os procedimentos legais.

GSI nega vínculo com militar envolvido

Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o motorista conduzia um veículo oficial e portava regularmente uma arma institucional. Contudo, uma segunda arma de fogo foi encontrada dentro do automóvel.

A corporação acrescentou que o abordado não apresentou documentação referente ao segundo armamento e declarou que ele pertenceria a outra pessoa, motivo pelo qual tanto a arma quanto o condutor foram levados à delegacia.

O Gabinete de Segurança Institucional afirmou que Estácio nunca atuou no órgão durante a atual gestão federal. O GSI também ressaltou que não é responsável pela proteção de ex-presidentes da República, incluindo Jair Bolsonaro, e que os servidores disponibilizados a ex-mandatários são escolhidos pelos próprios beneficiários.

Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A medida foi adotada após um período de internação de duas semanas em um hospital de Brasília para tratamento de broncopneumonia bacteriana que atingiu ambos os pulmões.

  • Publicado: 16/06/2026 15:26
  • Alterado: 16/06/2026 16:45
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: FOLHAPRESS