Arboleda se aproxima dos 30 dias fora; entenda o cenário

Defensor não deve vestir mais a camisa são-paulina

Crédito: Créditos: Rubens Chiri e Paulo Pinto/Saopaulofc.net

A expectativa do retorno de Arboleda nos últimos dias foi frustrada. O defensor segue no Equador e não tem expectativa de retorno ao Brasil.

Se ele não voltar ao Brasil até 4 de abril, completará 30 dias fora. Ele viajou ao seu país em 4 de abril, dia da partida do Tricolor contra o Cruzeiro no Brasileirão. Como ele não se apresentou, foi cortado da partida.

O São Paulo se vê protegido pelas leis trabalhistas. Segundo a CLT, a ausência de 30 dias consecutivos sem justificativa pode levar à rescisão do contrato de trabalho por justa causa, por abandono de emprego.

O artigo 482 da CLT prevê, em sua alínea “i”, a possibilidade de demissão por justa causa em caso de abandono de emprego.

Embora a CLT não determine um prazo exato em dias, a jurisprudência dos tribunais trabalhistas e a doutrina consolidaram o entendimento de que a ausência superior a 30 dias consecutivos, somada à intenção clara do empregado de não mais retornar ao trabalho, caracteriza o abandono de emprego.

A grande questão é pelo contrato ter multa e Arboleda ter valor de mercado, a rescisão o premia e deixa o clube no prejuízo.

Sem clima para Arboleda vestir a camisa

Internamente, a avaliação é de que a relação se desgastou de forma irreversível. O jogador não deve mais atuar pelo São Paulo. Inicialmente, o clube queria forçar seu retorno aos treinos — ainda que em separado — para não abrir mão de uma rescisão onerosa, já que entende que a situação foi provocada pelo próprio atleta. O cenário ideal sempre foi uma negociação com outro clube brasileiro na próxima janela.

No entanto, diante da postura do defensor e da falta de clima, a tendência atual é pelo rompimento definitivo do vínculo e cobrança judicial se ele assinar com outra equipe. O São Paulo acumula provas e notificações para se resguardar juridicamente em caso de litígio.

O mal-estar também contaminou o elenco. O capitão Rafael já havia declarado publicamente que o grupo tentou ajudar Arboleda, mas que “há um limite”. O equatoriano também não manteve qualquer diálogo com Roger Machado durante o período em que esteve fora do país.

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  • Publicado: 01/05/2026 11:57
  • Alterado: 01/05/2026 11:57
  • Autor: Redação
  • Fonte: Agência Somos FC