Amortecedor desgastado aumenta em até 26% o cansaço do motorista
Revisão de amortecedores antes de viajar aumenta segurança, garante especialista da Monroe
- Publicado: 18/12/2012 17:31
- Alterado: 18/12/2012 17:31
- Autor: Redação
- Fonte: PRINTER PRESS
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O
amortecedor é um dos principais itens de segurança automotiva, controla o
movimento das molas e mantêm o contato permanente dos pneus com o solo,
proporcionando estabilidade, conforto e segurança. Por isso, a peça e todo o
sistema de suspensão devem ser analisados com critério por um especialista no
momento de revisão e, principalmente, antes de colocar o carro na estrada, para
uma viagem segura e confortável.
De
acordo com testes realizados pela Monroe, líder mundial em desenvolvimento de
amortecedores, a peça desgastada ou recondicionada pode comprometer a
capacidade de frenagem do automóvel, chegando a aumentar em mais de 2,5 metros
o espaço necessário para frear, caso esteja rodando em uma velocidade de 80
quilômetros por hora.
Outro
ponto crítico está em relação ao excesso de trepidações, que torna a viagem
incômoda. O amortecedor com apenas 50% de eficiência pode aumentar em 26% o
cansaço do motorista, elevando consideravelmente o risco de acidentes. Além
disso, durante uma viagem, as oscilações do feixe de luz do farol podem ofuscar
a visão do condutor que trafega em um via contrária.
O
coordenador de Treinamento da Monroe, Juliano Caretta, revela que muitos
motoristas ignoram a função da peça, acreditando não fazer diferença no
veículo. “O principal erro cometido pelos motoristas é não perceber a
importância dos amortecedores, por se tratar de um item que não é de fácil
identificação e aparente no veículo. No entanto, os amortecedores são os responsáveis
pela segurança e boa dirigibilidade”, afirma.
Além
da segurança, a falta de revisão preventiva e cuidados com os amortecedores
podem provocar o desgaste prematuro dos pneus, risco de aquaplanagem, balanço
excessivo do carro, ruídos na suspensão e perda de estabilidade, diminuindo o
controle em curvas e em pavimentos irregulares, oferecendo riscos para os
ocupantes do veículo.
Peça recondicionadas
Preços mais atraentes podem desviar a atenção do motorista para os perigos de adquirir
amortecedores recondicionados. Encontrados facilmente no mercado, esses
equipamentos nada mais são do que produtos originais desgastados que passam por
uma espécie de reforma.
No
processo, alguns itens já comprometidos são substituídos por peças usadas e até
mesmo inadequadas para aquele modelo de veículo, fato que agrava os riscos de
perda de estabilidade, trepidações, aumento da distância de frenagem, ruídos,
aquaplanagem e desgaste prematuro dos pneus. O alerta é da Monroe, líder
mundial no desenvolvimento e fabricação de amortecedores.
Em
alguns casos, no processo de recondicionamento é utilizado um tipo de óleo não
especificado para amortecedores, fazendo com que o equipamento apresente um
aumento na carga de amortecimento. “Esse procedimento causa grandes variações
no desempenho de todo o sistema de suspensão”, adverte Caretta.
Revisão segura
Se desgastados ou trocados indevidamente, os amortecedores podem oferecer
riscos a motoristas e passageiros, e ainda comprometer a estrutura do
transporte. Por isso, a Monroe recomenda que o essencial é realizar as revisões
periódicas e trocas preventivas no máximo a cada 10.000 quilômetros, quando
perceber qualquer problema na suspensão ou conforme especificações do
fabricante.
A
Monroe oferece uma ampla cobertura ao mercado de reposição no segmento de linha
pesada por meio dos estabelecimentos autorizados da fabricante, Truck Center. Em casos de
dúvidas para revisão ou troca, o serviço de atendimento ao cliente da Monroe –
0800 166004 – indica as revendas credenciadas ao consumidor final, assegurando
a qualidade do atendimento.
A
procedência das peças pode ser verificada pela existência da gravação no tubo
do amortecedor, que tem a logo marca do fabricante e o código do produto, e
também pela presença do certificado de garantia. Se a dúvida sobre origem do
componente persistir, o recomendável é que o cliente se informe com o
fabricante.