Agosto Cinza alerta para o diagnóstico precoce da catarata
Agosto Cinza alerta para a prevenção e o tratamento da catarata, causa primária de cegueira tratável e opacificação do cristalino
- Publicado: 17/08/2026 11:11
- Alterado: 17/08/2026 11:11
- Autor: Carlos Enriki
- Fonte: Assessoria
A campanha Agosto Cinza reforça a conscientização sobre a prevenção da catarata, condição apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) como a principal causa de cegueira tratável no mundo. O problema é caracterizado pela opacificação do cristalino, a lente natural do olho, processo associado prioritariamente ao envelhecimento biológico.
Especialistas indicam que a perda progressiva da nitidez visual pode surgir antes dos 60 anos, tornando o acompanhamento médico indispensável. “A condição é mais frequente a partir dos 55 anos, mas não é raro algumas pessoas serem diagnosticadas aos 40 anos, de forma precoce, sem qualquer motivo aparente”, explica o médico Dr. Horácio Jodai, especialista do H.Olhos. Ele destaca que traumas oculares, inflamações internas, intervenções no fundo do olho e o uso prolongado de medicamentos com corticoide também causam o problema.
Sintomas e identificação dos primeiros sinais
Nos estágios iniciais, a catarata não causa dor ou vermelhidão externa. A degradação da qualidade de visão é o principal indicador percebido pelos pacientes durante a rotina.
- Sensação de enxergar através de um vidro embaçado ou sob névoa contínua.
- Percepção de halos luminosos ao redor de lâmpadas durante a noite.
- Aumento da sensibilidade à luz direta (fotofobia).
- Alterações frequentes na prescrição de óculos sem melhora efetiva do foco.
- Surgimento de uma mancha esbranquiçada na pupila em casos avançados.
Avanço na cirurgia de catarata
A remoção do cristalino comprometido e a implantação de uma lente intraocular é a única intervenção eficaz. A medicina abandonou a conduta de aguardar o enrijecimento total do olho, conhecida antigamente como “catarata madura”. A indicação cirúrgica atual ocorre no momento em que o paciente relata prejuízo na qualidade de vida.
O procedimento moderno utiliza a técnica de facoemulsificação. Por meio de microincisões, o cristalino é fragmentado, aspirado e substituído por uma lente intraocular personalizada. Além de tratar a catarata, a cirurgia permite corrigir miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia, reduzindo a dependência de óculos.
Impacto na qualidade de vida dos pacientes
A precisão do método reduz a insegurança e acelera a recuperação do paciente. A jornalista e apresentadora Regina Volpato passou pelo procedimento com o Dr. Horácio Jodai no hospital H.Olhos e relata melhora imediata na capacidade funcional.
“A cirurgia foi muito tranquila e rápida. Cheguei muito segura e a melhora na visão foi praticamente imediata. Não precisar mais usar óculos o tempo todo foi uma libertação. Conseguir entrar no chuveiro e finalmente distinguir o frasco do shampoo do condicionador sem óculos parece um detalhe bobo, mas fazia uma falta imensa”, afirma Regina Volpato.
A consulta oftalmológica periódica permanece como o método recomendado para garantir a identificação precoce da catarata e preservar a autonomia em atividades como leitura, locomoção e condução de veículos.