Acordo entre EUA e Irã pode ser anunciado neste domingo, diz Rubio

O entendimento diplomático prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o alívio de sanções, mas adia o debate sobre o programa nuclear.

Crédito: FotosPúblicas

Os Estados Unidos e o Irã podem anunciar neste domingo a assinatura de um tratado para finalizar o conflito armado no Oriente Médio. A perspectiva de um acordo entre EUA e Irã ganhou força nas últimas horas, segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O governo iraniano antecipou que o pacto imediato não abrangerá restrições ao seu programa nuclear.

O cessar-fogo provisório entre Washington e Teerã vigora desde 8 de abril, período marcado por intensas rodadas de mediação internacional. A nação persa manteve restrições de navegação no Golfo Pérsico durante o hiato diplomático, ao passo que as forças americanas prosseguiram com o bloqueio a terminais iranianos.

Acordo entre EUA e Irã prevê reabertura de Ormuz

A consolidação do acordo entre EUA e Irã deve destravar o fluxo comercial estratégico no Estreito de Ormuz. A reabertura dessa rota marítima, historicamente responsável por um quinto das exportações mundiais de petróleo, promete estabilizar os mercados globais de energia após meses de interrupção logística.

O presidente americano Donald Trump utilizou as redes sociais para confirmar o estágio avançado das negociações. O chefe de Estado explicou que a resolução depende apenas de trâmites burocráticos finais envolvendo outros países aliados na região.

Talvez o mundo receba boas notícias nas próximas horas”, declarou Rubio a jornalistas indianos durante visita diplomática ao país asiático, endossando o avanço das tratativas.

Autoridades iranianas validaram a existência de uma minuta oficial do documento de paz. O texto determina que os debates específicos sobre o desenvolvimento de tecnologia nuclear no país serão postergados por 60 dias após a assinatura oficial do pacto.

Suspensão de sanções e alianças regionais

A agência de notícias estatal Fars revelou que a navegação retornará ao controle iraniano com os volumes de tráfego anteriores à guerra. As rígidas sanções econômicas sobre a exportação de petróleo, gás e derivados petroquímicos sofrerão suspensão temporária durante a nova janela diplomática.

A articulação prática do acordo entre EUA e Irã demandou a ativação de uma ampla rede diplomática neste fim de semana. Líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Egito, Jordânia, Bahrein, Turquia e Paquistão realizaram chamadas telefônicas simultâneas com Trump para alinhar os termos regionais de pacificação.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, sinalizou a intenção de sediar rodadas presenciais complementares em breve. Paralelamente às tratativas iranianas, as Forças Armadas americanas mantêm sua base de coordenação militar contínua com Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Tensões mantidas na fronteira libanesa

O principal negociador do lado iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu publicamente sobre as consequências militares de uma eventual quebra do cessar-fogo por parte dos americanos. As ameaças verbais surgiram em resposta a declarações prévias do governo republicano sobre a retomada dos bombardeios táticos.

Nossas forças armadas se reorganizaram durante o cessar-fogo de forma que, se Trump cometer outra loucura e reiniciar a guerra, a resposta será ainda mais devastadora para os Estados Unidos do que no primeiro dia do conflito”, alertou Ghalibaf.

Enquanto a cúpula mundial aguarda a oficialização definitiva do acordo entre EUA e Irã, o Líbano segue como palco de enfrentamentos bélicos ativos. O Exército libanês reportou que tropas israelenses atingiram um quartel no sul do país, deixando soldados feridos e pulverizando uma instalação da Defesa Civil regional neste domingo.

  • Publicado: 24/05/2026 09:49
  • Alterado: 24/05/2026 09:49
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Casa Branca