São Bernardo sedia 1ª feira de economia solidária e criativa
Feira de Economia Solidária e Criativa reúne empreendedores do ABC e destaca geração de renda
- Publicado: 23/04/2026 21:03
- Alterado: 23/04/2026 21:03
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: ABCdoABC
A inauguração da primeira feira de economia solidária e criativa do ABC Paulista foi realizada em São Bernardo do Campo, reunindo representantes do poder público, entidades, empreendedores e organizações da sociedade civil. O evento marca a articulação regional em torno de um modelo econômico voltado à geração de renda, inclusão produtiva e fortalecimento da cultura local.
Realizada no Pavilhão Vera Cruz, a feira reúne expositores das sete cidades do ABC, com participação de coletivos, artistas e pequenos produtores. A programação prevê atividades ao longo de quatro dias, incluindo apresentações culturais e debates sobre economia solidária e criativa.
Espaço histórico recebe empreendedores
Durante a abertura da feira de economia solidária e criativa, representantes destacaram o simbolismo do local escolhido para a realização da feira. O presidente da S.O.S. Billings, Luis Aparecido de Carvalho, ressaltou a importância do espaço para os participantes.
“Muitos desses que estão aqui hoje acho que sonharam um dia estar exposto dentro desse pavilhão que é histórico”, afirmou.
Ele também agradeceu a parceria para viabilizar o evento: “Eu peço obrigado pra você por ter cedido esse espaço pra que eles possam entrar”.
A iniciativa foi construída com apoio de diferentes instituições e articulação regional. Segundo a organização, o objetivo da feira de economia solidária e criativa é criar conexões entre os participantes e ampliar o acesso ao público consumidor.
Conexões e fortalecimento da economia criativa
O consultor de cultura da OEI Brasil, Neto de Oliveira, destacou que a feira de economia solidária e criativa busca integrar diferentes agentes do setor.
“O objetivo de uma feira de economia solidária e criativa é criar conexões entre seus fazedores, seus artistas, cria essa conexão diretamente com seus pares, com seus compradores”, explicou.
Ele também mencionou a participação de diversas instituições: “As sete cidades que vão estar representadas aqui, as unidades do Sesc, as unidades do Senac”. A programação inclui ainda debates sobre o tema: “Amanhã nós temos uma agenda vasta também com mesas de debate da economia criativa, mesas de debate da economia solidária”.
Geração de renda e inclusão social
A economia solidária foi apontada como alternativa para geração de renda e inclusão. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, destacou dois aspectos centrais do modelo.
“Primeira forma eu vejo que é acesso à renda e portanto a cidadania e vejo também a economia solidária como possibilidade de inclusão”, afirmou.
Ele também ressaltou o simbolismo do local escolhido para a realização da feira: “Não tinha melhor lugar para ser a primeira de tantas outras que com certeza acontecerão aqui na nossa cidade”.
Cultura como investimento econômico

A secretária de Cultura de São Bernardo do Campo, Samara Diniz, destacou o impacto econômico da cultura e o número de empreendedores envolvidos na cidade.
“Nós temos hoje mais de 600 empreendedores cadastrados aqui na cidade”, afirmou. Segundo ela, o investimento no setor retorna para a economia:
“A cada um que é investido em cultura, ele volta sempre para a economia. Então não é dinheiro jogado fora, é de fato investimento”.
A secretária também ressaltou a importância da articulação regional: “É assim que a gente faz cultura, é ocupando todos os espaços da cidade e é potencializando, criando conexões entre nós, nossa rede aqui do ABC”.
Desenvolvimento regional e políticas públicas
O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, Aroaldo Silva, destacou o papel estratégico da economia criativa.
“Hoje no Brasil tem um retorno econômico pra toda a cadeia da economia maior que muitos setores ditos tradicionais”, disse. Ele defendeu a integração com outras áreas: “É importante a gente insistir na cultura, insistir no turismo”.
Já o presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC, Guto Volpi, afirmou que a feira de economia solidária e criativa representa um avanço regional.
“Hoje nós damos um passo importante com a primeira feira criativa aqui em São Bernardo”, declarou. Ele também destacou o potencial dos participantes: “Nós acreditamos no seu potencial criativo, no seu potencial econômico”.
Apoio institucional e articulação política

O deputado estadual Luiz Fernando mencionou a importância de estimular o setor e ampliar oportunidades.
“Nós temos que estimular, nós temos que abrir espaço”, afirmou. Ele também defendeu a integração entre áreas:
“Você tem que dar visão, porque o secretariado junta a cultura, junta o desenvolvimento econômico”.
O gerente regional do Sebrae, Vinícius Nobrega, destacou o impacto da economia criativa no cotidiano.
“Imagina um mundo que não tivesse cinema, gastronomia, música, arte, poema. Seria legal ou não? De jeito nenhum”, afirmou.
Ele reforçou o papel do empreendedorismo: “O Sebrae entende como uma alternativa pra melhoria da qualidade de vida das pessoas através do empreendedorismo”.
Economia solidária como modelo de desenvolvimento
O secretário nacional de economia popular e solidária, Fernando Zambando, afirmou que o modelo da feira de economia solidária e criativa vai além de um segmento específico.
“Economia solidária não é um nicho da sociedade, não é uma parte da economia, ela é um projeto de desenvolvimento no país”, declarou.
Ele também destacou a importância dos trabalhadores e empreendedores: “É por vocês que esse tipo de evento precisa continuar acontecendo e crescendo cada vez mais”.
Prefeitura destaca acesso e participação

O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, enfatizou o caráter público do espaço e a importância da participação popular na feira de economia solidária e criativa.
“Esse pavilhão, enquanto eu estiver como prefeito de São Bernardo do Campo, ele é pra todos que procurarem ele pra usar”, afirmou.
Ele também defendeu maior divulgação do evento: “O povo precisa entender e vir pra cá”. E reforçou o objetivo de ampliar o alcance da feira: “Eu quero mais gente, eu quero o povo vindo pra cá”.
O prefeito destacou ainda a necessidade de mobilização coletiva: “Todos nós temos um poder, todos nós temos uma força e ninguém é melhor do que ninguém”.
Programação e continuidade
A feira de economia solidária e criativa segue com programação até o fim de semana, incluindo apresentações culturais e atividades voltadas ao público. A proposta, segundo os organizadores, é consolidar o evento como parte do calendário regional e ampliar a participação nas próximas edições.
A iniciativa reúne diferentes setores e reforça a economia solidária e criativa como alternativa de desenvolvimento econômico e social no ABC Paulista, com foco na geração de renda, inclusão e fortalecimento das redes locais.